Minimalismo – começando pelo e-mail

Depois de anos consumindo cosméticos e livros, era de se imaginar que a minha caixa de entrada do e-mail pessoal fosse 95% marketing. De fato, dá uma olhada em como ela é hoje:

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Recebo essa quantidade de e-mails diariamente, e é a primeira coisa que eu vejo no meu celular quando acordo. A verdade é: eu AMO conhecer as novidades e promoções, mas o efeito de cada uma dessas mensagens em mim é um gatilho. Às vezes me pego comprando um décimo batom vermelho ferrari, só porque em algum e-mail eu vi que ele estava com 50% de desconto.  E gente, me fala quem não quer ganhar cosméticos naturais no dia de proteção a floresta??? Ofertas a partir de R$9,90, você disse? ULTIMA OPÇÃO DE UM NEGÓCIO QUE EU NÃO QUERO DISPONÍVEL, NÃO POSSO DEIXAR PARA AMANHÃ!

Ok, não sou alok assim, e felizmente aprendi a resistir a isso antes de levar para o cartão de crédito, mas tem horas que é difícil. De verdade, tem horas que eu tenho que falar alto comigo mesma para não “aproveitar” uma promoção. Funciona. Mas não é disso que estamos falando.

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Dos conselhos da vida que eu li sobre como lidar com e-mails de uma forma minimalista, a primeira foi: desinstale o aplicativo do seu celular pessoal. Foi o que eu fiz, e a ideia é nunca mais saber o que a Amazon tem a me oferecer antes da primeira xícara de café. Prioridades!!

Acontece que em diversos outros momentos eu posso acessar o Gmail via computador ou iPad, e ser bombardeada com o mesmo conteúdo que eu evitei pela manhã. E agora? Agora vem a parte difícil: parar de receber absolutamente tudo isso. É radical, mas se eu quero ser mais consciente, é necessário.

Me informei sobre aplicativos que limpassem a caixa de entrada, cancelando quaisquer inscrições em feeds que eu tenha feito. Resolvi usar o Unroll.me, um serviço gratuito que mostra todas as inscrições ativas, e pede permissão para cancelá-las.

Logo que comecei a usar o serviço, me desinscrevi em uma cacetada de listas. Ainda assim, estou ativa em 108 (que são as que eu mais gosto) e 28 novas – é delas que eu estou me desapegando enquanto escrevo esse post:

Antes:

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Depois:

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Disse adeus aos e-mails de Amazon, Privalia, Glambox… Mantive mesmo as coisas que agregam valor na minha vida, e mais importantemente: são grátis. Exemplos? Quora, Medium, Budismo Kadampa, tudo o que possa ser crescimento pessoal gratuito.

Com um litro de óleo de peroba ao meu lado, te convido muito cara-de-paumente a fazer isso também. Sei que não estou sozinha na minha fraqueza, nem buscando uma conscientização, e acredito que esse seja um pequeno passo nessa direção. O que você acha?

 

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Minimalismo – uma ideia interessante..

Por muito tempo na minha vida, meu sonho foi ter muuuuuitos cosméticos. Não sei se acredito ou não na lei da atração, mas esse sonho se realizou – mais que isso, ele se superou. Hoje eu trabalho com cosméticos, compro e ganho muita coisa, e tenho praticamente um móvel só de batons, bases, blushes, máscaras.. Em um primeiro momento parece fantástico isso, né? Não é.

Eu sou 01 pessoa que se mudou recentemente para 01 quarto pequeno em São Paulo. Tudo no meu quarto se resume a cosméticos – organizei-os por categorias em umas 10 caixas superlotadas da Glambox (e isso foram só os que eu trouxe na minha mudança de São Carlos, que é onde o móvel está). Eu acordo e olho para tudo sabendo que não vai rolar, essa coleção aumenta desenfreadamente, muito mais rápido do que eu consigo consumir. Isso dá agonia.

Preciso dizer que procuro isso. Passo horas assistindo vídeos de “favoritos” ou “produtos recebidos” no youtube, procurando novidades e promoções, é um vício, realmente. E foi em uma dessas “sessões de vídeos no youtube” que eu assisti esse video da Anna:

Para você que não quer assistir, eu explico: a Anna é uma youtuber inglesa que tem mais de 400 mil inscritos. Como a maioria dessas blogueiras, ela fez um vídeo se desfazendo dos itens de cosméticos que ela não usa mais, seja jogando fora ou doando para alguém. Fui assistir imaginando que veria uma coleção monstruosa de maquiagem reduzindo em 20% no tamanho, resultando em uma coleção monstruosa de maquiagem ainda. A maior parte das outras blogueiras são assim, e isso faz com que mortais como eu achem que é ok ter tudo o que eu tenho.

A Anna não, a coleção dela é razoável. Ela trabalha com beleza, a vida dela é o youtube, então ela *precisa* ter material para produzir conteúdo. A gente vê que é exatamente isso o que ela possui – o necessário, o indispensável. E esse necessário ela ainda enxuga, dando um tapa na minha cara com luvas de pelica.

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Foto:  unsplash.com/magdalenaferreiralamas

Dá pra perceber que as poucas coisas que ela tem são todas de qualidade, coisas que ela gosta mesmo. Quase tudo é de alta performance. Ela tem aquela paleta maravilhosa de iluminação e contorno da Charlotte Tilbury, que é cara pra cacete, mas que eu conseguiria comprar se tivesse economizado em 10 “baratinhas” minhas que eu uso super pouco “para quebrar um galho”.

A gente começa a pensar no valor das coisas também. Um batom que custe R$15 e que usamos apenas uma vez é sim mais caro do que um de R$80 para a vida. Pagar pouco em algo desnecessário é pagar muito, além de produzir lixo e ocupar espaço. Não vale a pena.

Depois de repensar meus últimos 10 anos de vida, fui procurar um pouco mais sobre o estilo da Anna – um minimalismo não-declarado (preciso enfatizar que ela não se declara minimalista, apenas se comporta como tal: somente o necessário para a vida pessoal e profissional). Tudo sobre essa ideia me atraiu muito, e eu tive vontade de me aproximar disso. Eu sei que é muito difícil. Foram anos acreditando que a definição de sucesso era uma penteadeira gigante e diversificada, então demora um pouco para mudar. Mas eu sei também que a escrita é a ferramenta que hoje me impulsiona, por isso queria escrever aqui sobre a minha jornada… Acho que fez sentido ter começado pelo ponto crítico 🙂

Se você gostou, espero que continue acompanhando. Se inscrevendo no site você nunca perde nada, e a gente pode trocar figurinhas junto!!  🙂

Um beijo, e obrigada por ter lido ❤